Seja Bem Vindo, agora são:, do dia:
Ministérios
Bíblia
Entretenimento
Mensagens Pastoral

O Pai misericordioso.

O PAI MISERICORDIOSO

Vou começar na noite de hoje uma série de mensagens no texto que presumo, se não o mais conhecido, pelo menos o segundo mais conhecido do Novo Testamento, talvez ele perca para João 3:16, que é a história que nós conhecemos como a parábola do filho pródigo. Se alguém diz assim: uhm, Isso é café requentado. Eu queria contar uma história. Na igreja em que eu e minha esposa nos convertemos, no Rio, reconciliou-se uma pessoa que foi uma coisa interessante. Essa pessoa morava num bairro vizinho ao bairro onde ficava essa igreja. Ele foi para uma igreja onde o culto era às 19:30 e quando chegou pegou o boletim e viu que a mensagem era na parábola do filho pródigo e como ele era excluído de igreja disse: isso eu não quero porque é carapuça. Então foi para uma outra igreja uns dois quilômetros à frente e quando chegou lá era o mesmo assunto. Ele disse: também não dá. Aí foi para a igreja onde nós éramos membros e sentou, a igreja não fazia ordem de culto, ficou lá todo feliz da vida. Quando chegou a hora da pregação o pastor pediu que a igreja ficasse em pé e começou a ler a parábola do filho pródigo. Ele disse assim: não tenho escapatória. Talvez Deus queira me dizer alguma coisa. Então por favor, não chegue com preconceito diante do texto. Não vou ler toda a parábola.

Continuou: Certo homem tinha dois filhos;

E, levantando-se, foi para seu pai, Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou.

E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.

O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;

Trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos,

Porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Lucas 15: 11, 20-24

Conhecemos esta parábola pelo título de “Parábola do Filho Pródigo”, foi o título que o tradutor do texto, não o texto inspirado, lhe deu. No entanto este texto, parábola do filho pródigo, é um equívoco, o texto não trata do filho como personagem central, o personagem central é o pai. Na realidade esta não é a parábola do filho pródigo, esta é a parábola do pai misericordioso. É do pai que se está falando. Certo homem tinha dois filhos. A história começa falando de um pai e não de um filho. A história termina com o pai falando, lá no versículo 32. Quem domina a cena depois do regresso do filho é o pai. Esta parábola também tem que ser entendida à luz das duas outras precedentes. Jesus foi criticado por estar participando de festas com pessoas que aos olhos da elite religiosa da época não deveria merecer tanta atenção, qualquer pessoa de bem deveria se eximir da companhia daquelas pessoas. E, criticado por isso, “murmuravam os fariseus e escribas dizendo: este recebe pecadores e come com eles”, ele conta três histórias, ele é muito inteligente. Os fariseus seguiam sempre o método rabínico, cada argumento deveria ter três provas para ser um argumento irrespondível e então ele conta três histórias. Ele usa três argumentos na defesa de seu ponto de vista: uma ovelha perdida, em que o personagem central também não é a ovelha mas o pastor, “qual é o homem que possuindo cem ovelhas”, está no versículo 4, é um pastor que tendo cem ovelhas perde uma e vai procura-la; depois também a chamada parábola da dracma perdida em que na realidade a personagem central não é a moeda mas a mulher, “qual é a mulher que tendo dez dracmas se perder uma ...”. Então é um pastor que tem cem ovelhas, uma mulher que tem dez moedas e um pai que tem dois filhos. Das cem ovelhas uma se perde, das dez moedas uma se perde e dos dois filhos um se perde. Mas as três histórias são contadas por Jesus para mostrar não o estado de decadência do filho mas para mostrar o caráter de Deus e esta é a questão central da história, é o caminho por onde vamos andar: quem é Deus? O que Jesus está mostrando aqui ser o caráter de Deus?

Se tivermos que dar uma resposta sobre quem é Deus à luz desta história o que podemos dizer? O caráter do pai basicamente pode ser resumido em uma palavra: ele é um pai misericordioso. Ele é um pai de misericórdia. Ele é misericordioso com o filho que foi e foi misericordioso com o que ficou. Porque o que ficou era um destes chatos mas ele é misericordioso com os dois. É misericordioso com um que é inconseqüente nas suas atitudes e é misericordioso com o outro que faz cobranças, que acha que o pai lhe deve céus e terra.

Mas especificamente, analisando o pai de misericórdia o que nós veríamos aqui sobre quem é Deus, como é que Deus nos trata? Quero fazer três observações baseado na experiência de relacionamento deste homem com os dois filhos. A primeira delas é esta: Deus é um pai que respeita as nossas decisões. Porque muitas pessoas tomam atitudes erradas, profundamente equivocadas, como se diz vulgarmente, pisam na bola, e depois culpam a Deus. Por que Deus permitiu? Por que Deus deixou? Na realidade o que se mostra aqui é um Deus que respeita as decisões do homem. “Certo homem tinha dois filhos. O mais moço diz: pai, dá-me a parte dos bens que eu quero botar o pé na estrada e andar pelo mundo”. Vivido, vamos raciocinar assim, este homem sabia que o filho ia se dar mal. Quem é pai conhece o filho, sabe perfeitamente se pode dizer para o filho vai viver sozinho, ou se diz, ainda tem que ter uma corrente no pé porque está um pouco cedo. Mas pôs metade da fortuna nas mãos do filho. Sabia, o pai, que a coisa não terminaria bem, e não terminou, mas deixou ir. Por que não prendeu? Deus é um pai que respeita as nossas decisões.

Muitas vezes as pessoas fazem esta pergunta, Deus sabia que o homem ia pecar? Sabia. Então por que não fez o homem à prova de pecado? Por que não o fez à prova de falha? Que viesse de fábrica impecável? Por que não nos fez sem nenhuma possibilidade de erro? Uma razão muito simples, não haveria nenhuma moralidade em nossos atos. Quem é pai e quem é mãe quer que seu filho o ame e não que ele fique ao seu lado porque não tem alternativa, quer alguém que tenha capacidade de sentir, de tomar decisão, de agir por si, mas está ali por amor e não porque é um vegetal. Fomos feitos não como autômatos, bonecos ou robôs, mas pessoas livres que são responsáveis por suas decisões.

Para mim é surpreendente e até desconcertante que numa sociedade tão científica, tão tecnológica, tão avançada, as pessoas ainda estejam crendo que as suas decisões e o seu caráter são decididos pela conjunção dos astros quando elas nasceram, que as pessoas são vítimas de horóscopos. Uma das mais absurdas concepções que existem, porque é uma concepção geocêntrica, que a terra é o centro do universo, o que há muito tempo qualquer criança de primário sabe que não é. Ou que as nossas decisões e a nossa vida é em função das letras do nosso nome, então sujeito muda o seu nome. Fernando Collor de Mello recebeu orientação para mudar a sua assinatura e afastaria todas as energias negativas. Mudou a assinatura e na semana seguinte estava fora do poder. Pessoas que acreditam que o seu caráter, a sua vida e as coisas vão mudar para ela de acordo com o perfume que usam, aromaterapia, cromoterapia. Pessoas inteligente que recusam-se a crer na sua própria capacidade.

Conta-se que um pastor professor de filosofia numa universidade repartia a cadeira de filosofia com um professor materialista. Dois opostos, um professor pastor e um professor materialista. E o professor materialista achava um absurdo que ele fosse professor de filosofia e acreditasse nessas história da Bíblia, nessas histórias de carochinha, Jesus crucificado que morreu e foi para o céu e vai voltar. Mas ele descobriu que o seu colega só dava aula com a mão no bolso o tempo todo. Pensou que seria algum problema no braço mas descobriu que ele dava aula segurando um cristal para receber boas energias e dar uma aula positiva. Um homem que como professor universitário nem mesmo na sua capacidade profissional cria. É incrível como as pessoas colocam a sua confiança nas coisas mais esdrúxulas, mais absurdas, mas é um direito que Deus nos deu.

Amor não se impõe, se estabelece, se conquista. Nós nunca amaríamos a Deus se fôssemos feitos à prova de erro. Um ditador pode ser temido mas dificilmente será amado. Um Deus que nos impusesse pelo terror uma impossibilidade de errarmos não só não teria nenhuma resposta moral nossa como não teria nenhuma validade as nossas decisões. Nós somos responsáveis por nossa vida, não podemos culpar astros, o número de letras de nosso nome, aroma, pirâmide, galinha preta que foi colocada na nossa porta ou outra coisa. Nós fazemos as nossas decisões, nós fazemos a nossa vida, este é o ensino bíblico. O homem é um ente responsável, com capacidade de escolher, de tomar decisões, pode tomar as decisões que deseja.

Quero ler um texto que, principalmente para os jovens, deveria soar como uma advertência que aparece em Eclesiastes 11:9, diz assim:

Alegra-te jovem na tua juventude, recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos. Tirando da linguagem bíblica e colocando na linguagem do cotidiano faz o que te dá na telha, faz o que quiser, você é livre, sabe porém que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. Existe esta responsabilidade. Eu sou responsável pelos meus atos. Não são meus pais. Posso ter recebido influências, negativas ou positivas, posso em boa parte ser contingenciado por problemas de infância, mas eu sou o que eu decidir ser e esta é a grandeza do homem e esta é a grandeza de Deus. Não somos vítimas de astros nem de letras nem de outras coisas, nós tomamos as nossas decisões e somos responsáveis por nossa vida. Ou seja, cada um de nós é, não vítima, mas agente. Cada um de nós é, não produto do meio, mas senhor do seu próprio destino.

Conta-se, também, que um pai que era alcoólatra tinha dois filhos.  Um dos filhos tornou-se alcoólatra como o pai e o outro foi um grande empresário.  Quando perguntaram aos dois filhos a razão de caminhos tão diferentes, os dois responderam a mesma coisa: “por que o meu pai era alcoólatra”. É fácil de entender que um dos filhos decidiu não levar a vida que seu pai levava.

Conheci muitas pessoas criadas no pior ambiente possível e que se tornaram pessoas de excelente caráter e conheci muito filho de crente, inclusive filho de pastor que não deu nada na vida. Não foi um ambiente mas um determinado momento onde assumiu a sua decisão. Deus é um pai que respeita. O que você quiser fazer com a sua vida Deus não vai impedir. Você é o senhor da sua vida. Em cada vida existe um toque de grandeza ou de mediocridade e somos nós quem damos, então você será tão resoluto, tão santo, tão decidido quanto desejar ser ou tão problemático quanto desejar ser. Não há motivo para culpar mãe, pai ou, como o nosso discurso sociológico, eu chamo de discurso depois da quinta cerveja no bar na sexta-feira, tudo é a pobreza, tudo é produto do meio, e se tira toda a responsabilidade do ser humano. Este é o ensino bíblico: Deus nos fez como pessoas capazes de tomar decisões, nos responsabiliza por nossas decisões. Você faz a sua vida e Deus vai cobrar você pelas decisões que tomar. Esta é a primeira lição: Deus é um pai que respeita.

Segunda lição: Deus é um pai que ama. Porque o filho foi um desastrado? A história aqui é de um moço que vai descendo a ladeira com o breque de mão solto e parece que a carreta está cheia porque a velocidade vai aumentando. E ele acaba disputando comida à tapa com os porcos. Para quem tinha banquete em casa e vai terminar com a grande ambição da vida roubar comida dos porcos parece que a coisa não andou muito bem. Mas vamos nos concentrar no pai. Vamos presumir que ele tivesse sofrido a ausência e uma das coisas mais belas da Bíblia é que o Deus revelado nas escrituras, o pai de nosso Senhor Jesus Cristo não é um Deus apático, é um Deus que sente. A Bíblia diz que Deus ama. Há uma página do Talmude, da literatura rabínica dos judeus que fala de um rabino que era muito questionador e racionalista, que dizia que quando chegasse no céu iria fazer uma cobrança a Deus por todas mazelas que via aqui no mundo, por todas as coisas erradas que via e que Deus não tomava nenhuma providência para solucioná-las, até o dia que ele morreu, como acontece com todo mundo. Quando chegou lá no céu, diz a lenda do Talmude, ele perguntou onde Deus estava e disseram-lhe que Deus estava em uma janela olhando para e Terra e ele foi até lá para fazer aquilo que tinha prometido a si mesmo, fazer algumas cobranças porque Deus poderia ter administrado o mundo de maneira melhor. Enquanto Deus estava olhando cá para Terra ele bateu em seu ombro e quando Deus virou, o rabino descobriu que Deus estava chorando. Não podemos presumir que o Deus da Bíblia seja insensível com as coisas que nós fazemos. Jesus chorou por Jerusalém, “Jerusalém, Jerusalém, tu que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados, quantas vezes eu quis te recolher, te ajuntar” e usou uma figura muito doméstica, “como uma galinha ajunta os seus pintinhos e tu não quiseste”. Ele chorou diante da sepultura de Lázaro, era um amigo e ele chorou. A Bíblia diz três ou quatro vezes que ele, vendo a multidão, se encheu de íntima compaixão. Deus nunca sente repulsa, mas sente amor.

Neste caso do jovem, quando ele volta para casa, podemos imaginar em que estado veio. Se vinha cuidando de porcos, não estava com perfume de Pacco Rabane, deveria estar com um cheiro pouco convidativo. Também não vinha com nenhuma roupa de grife, não estava com uma calça Pierre Cardin, nem com sapato Samello, devia vir realmente andrajoso. Quem vinha pela rua era um mendigo, um homem coberto de trapos e de sujeira. Para os homens um dos muitos mendigos esmolambados da Palestina, mas o texto diz “seu pai o viu de longe”. Sob os trapos reconheceu o seu filho e aquela pessoa que, para os outros não tinha nenhum valor, para o pai tinha, era o seu filho. Não importa como estejamos, a nossa situação espiritual, não importa até onde tenhamos descido, se descemos, o fato é que para Deus nós nunca causamos repulsa. Ele vê o nosso valor sob trapos e andrajos espirituais.

É significativo também o fato de que o primeiro passo foi do filho. O texto diz que o pai o viu quando o filho vinha lá longe, o pai não estava desatento, não foi preciso que ele esmurrasse a porta, o pai estava de tocaia, o viu lá longe. Diz o texto que o pai é quem corre na sua direção. Isto é muito significativo. Quantas e quantas vezes não recebemos o abraço de Deus porque não damos o primeiro passo em sua direção? O primeiro passo é nosso. O desejo de retornar tem que ser mostrado por nós e quando não mostramos não podemos esperar que ele venha nos tirar de lá. Oh Deus me socorre, venha me tirar daqui. Nós queremos continuar ali. Por que é que Deus não me tira desta vida? O que tu fazes para sair dela? Nada. Dá o primeiro passo na direção de Deus. Foi o que o moço fez e descobriu que quando empreendeu a jornada o pai já estava procurando por ele. A história que teria tudo para terminar em tristeza, termina com alegria.

O texto diz que o pai o beijou. Poderia dizer, meu filho primeiro um banho e depois um abraço. Mas não, a história diz que o pai correu, o abraçou e o beijou. O texto fala de alegria, Deus se alegra com o arrependido. O conceito popular é de um Deus que castiga. Como já disse em outras ocasiões parece um Deus que vive escondido atrás de uma árvore esperando a primeira falha nossa para nos fulminar com um raio. A Bíblia mostra um Deus de amor e de misericórdia que se alegra. Nos versículos 5 e 6 podemos ler isso do pastor “acha a ovelha e põe sobre os ombros cheio de júbilo”. Diz o versículo 6 “vai para casa e chama os vizinhos dizendo: alegrai-vos comigo”. Depois pula-se da história do pastor para a história da mulher que tem as moedas, e diz, no versículo 10, “tendo-a achado reúne as vizinhas e amigas dizendo: alegrai-vos comigo porque achei a drácma que tinha perdido. A história do pai de misericórdia também termina com alegria, também termina com uma grande festa. “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, traze um sandália para os pés e matai um novilho cevado. E comemo-nos e regozijemo-nos”. Não há uma palavra de recriminação, não há uma queixa. Eu não te disse? Eu não falei? Não, não há nenhuma recriminação. O que há é simplesmente uma demonstração de amor. Uma das grandezas reveladas por Jesus Cristo é que ele não tem repreensão, ele tem amor para dispensar e esta é uma experiência que qualquer pessoa pode ter. Se tu quiseres dar o primeiro passo na direção Deus, deixando a situação em que vives, deixando a situação que estás, tu descobrirás que o Deus revelado nas escrituras é o Deus que ama, que aceita e que tem um beijo de perdão.

Deus é o pai que aceita, Deus é o pai que ama e em terceiro e último lugar Deus é um pai que restaura. “Pai, pequei contra o céu e contra ti, já não sou digno de ser chamado teu filho”. Ele ensaiou o discurso, trata-me como um de teus empregados, deve ter dito, nesta hora eu ponho uma inflexão verbal bem comovente e dobro o velho. Aqui vou usar de próclise, aqui vou colocar uma mesóclise que fica bem , vai ficar impressionado com a minha articulação de idéias. É interessando que ele ensaiou o discurso e na seqüência, quando ele começa o discurso o pai interrompe. O pai não quer ouvir por desculpas, nem se interessa por desculpas, já viram isto na parábola? Ele ensaiou um discurso mas não tem tempo de concluir, o pai corta o discurso no meio porque não está interessado em desculpas, ele está interessado só em que ele volte.

Pelo menos o moço teve bom senso. Depois de ter feito tanta bobagem não poderia chegar e dizer seu filho voltou, como se nada tivesse acontecido. Me trata como um empregado, não tenho direito nenhum. Tem tanta gente hoje que tem tanto direito, mas este aqui não tinha direito, trata-me como um dos teus empregados. Agora a palavra do pai, trazei depressa a melhor roupa, trapo para o meu filho não, vesti-o , ponde um anel no dedo. Por que um anel no dedo? As famílias nobres carregavam um anel de sua filiação, estava lá a marca, o brasão da sua família e onde quer que ele estivesse ele era respeitado porque aquele era o anel da família. O bandido deve até ter deixado isto numa casa de penhor porque chegou sem o anel no dedo. Mas o pai não trata como empregado, pode-lhe um anel no dedo, ele não é empregado, ele é meu filho. Sandálias nos pés, os escravos andavam descalços, não tinham o direito de usar calçados, ele perdeu a filiação, não tem mais o anel e ele é um escravo, chegou até sem sandálias. O pai põe nele a melhor roupa, manda devolver a filiação a ele, o pai não quer tratá-lo como escravo e manda trazer a melhor novilha e faz uma festa. Comamos e regozijemo-nos.

Que perdão! É como se nada tivesse acontecido. Tira lá o trapo e põe roupa decente. Perdeu o anel, foi roubado, empenhou, põe de novo, ele é o meu filho. Ele está sem sandália, põe sandália. Aqui está outra beleza, traço marcante do caráter de Deus, ele nunca nos trata como escravos nem como resto, nem como bagaço, ele nos trata como filhos.

Com a queda o homem perdeu a comunhão com Deus, o homem perdeu o domínio sobre o mundo, e ele perdeu o direito ao jardim. Em Jesus Cristo o homem volta a ter comunhão com Deus, em Jesus Cristo o homem é tratado como filho de Deus e em Jesus Cristo, como termina a Bíblia, o jardim que o homem perdeu reaparece. Tudo o que o homem perdeu com as suas inconseqüências o pai lhe devolveu. Não importa o que tenhas feito, não importa por onde tenhas andado, não importa o quanto tu tenhas pecado, o fato é que seja o que for que tu tenhas feito Deus te perdoa, Deus te restaura e te trata como se nunca tivesses feito nada de errado. Esta é a grandeza de Deus.

O perdão humano é como um arquivo está lá numa pasta. A qualquer momento abre o arquivo e pega aquela pasta. Ou então, na linguagem da informática, acessa, abre o arquivo, abre a pasta e está lá tudo o que foi anotado. O perdão de Deus é como um apagador , passou-se, deixou de existir. Não há mais registro. O profeta Isaías diz que ele lança os nossos pecados para trás de si, eu não sei o que está nas minhas costas, eu não vejo a minhas costas. A Bíblia diz que assim como o oriente está distante do ocidente, assim ele aparta de nós as nossas transgressões e a Bíblia diz que ele os lança no fundo do mar. A maior profundidade do mar é superior aos montes Himalaias, é impossível ao seu humano chegar até lá, nem mesmo com aparelhos, porque a pressão explodiria o aparelho. Está lá onde ninguém pode acessar. Deus não faz cobranças, oferece perdão. Deus não lança em rosto, não tem uma lista com um registro mas as coisas são deixadas. Foi por isso que Paulo disse: “se alguém está em Cristo nova criação é, as coisas velhas já passaram eis que tudo se fez novo”. Esta é a maior beleza da vida cristã. O cristão não tem passado. O seu passado acabou. Quantos e quantos membros de igreja ficam carregando culpas de fatos que cometeram lá atrás, perdoou não existe mais, Deus apagou. Muitas vezes não é Deus, somos nós que não nos perdoamos, não nos aceitamos, mas Deus já perdoou e para ele não existe.

Deus apaga o passado, ele pode apagar o passado e te dar uma vida nova para tu começares a viver. Deus respeita, Deus ama e deus restaura, talvez tu estejas próxima da situação desse moço, usando mal a liberdade, perdendo a alegria da vida, rompido com Deus, vivendo distante dele. Viver distante de Deus é desperdiçar a vida. O mundo parece muito atraente, parece tão bonito, tão agradável. Uma das coisas que gostvamos de fazer durante o verão era colocar uma bacia em baixo d’água para ver aquelas formiguinhas ou mariposas de luz que viam a luz refletida dentro d’água, mergulhavam e morriam afogadas. O mundo age assim, é ulusco-fusco tão bonito e a pessoa vai e perde a mocidade. Quantos estão em presídio, pois usaram mal a sua liberdade, desperdiçaram a vida e descobriram depois que era tarde demais. Tu que és moço, adolescente, se está pensando em gastar a vida longe de Deus, isso é terrível, não há futuro nenhum. Também tu que és adulto e estás caminhando longe de Deus e estás perdendo a oportunidade de consertar a vida.  O mais importante no Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo não é o seu poder, não é a sua capacidade de mandar alguém para o inferno, o mais impressionante em Deus é a sua imensa capacidade de amar, de perdoar e de restaurar. Se tu precisas de perdão, de restauração, isto nesta noite Deus pode te dar na pessoa de Jesus Cristo. Apenas uma coisa, só uma mesmo, dá o primeiro passo, o resto é com ele. Foi o que o moço fez, “levantar-me-ei e irei ter com meu pai”, a partir deste momento a coisa estava nas mãos do pai. Se tu deres o primeiro passo tudo estará nas mãos dele.



Autor: Adaptado

 Copyright © Comunidade do Evangelho Pleno | Todos os Direitos Reservados